Vinhas Velhas

As cepas que nos antecedem

As nossas vinhas velhas são o património da quinta. Videiras com 60 a 120 anos, plantadas antes da mecanização, em pé-franco, a render pouco e a dar muito.

Tronco de videira velha

“Uma vinha velha não se reproduz. Quando uma cepa morre, morre com ela um pedaço de história.”

— A família

Porquê vinhas velhas

A escassez que concentra

Uma videira jovem produz cinco a seis quilos de uva por cepa. As nossas vinhas velhas produzem menos de um quilo. É essa produção reduzida que concentra açúcar, cor, aromas e taninos — o vinho ganha profundidade, estrutura e capacidade de guarda.

Estão plantadas em pé-franco, sem porta-enxerto americano, porque os solos de xisto do Douro são livres da filoxera. São cepas únicas no mundo, algumas com castas que já quase não têm nome.

120 anos

Cepa mais antiga

8 ha

De vinha velha

30+ castas

Autóctones, mistas

0,9 kg/cepa

Produção média

Quinta sobre o Douro

Castas

Um campo de castas sem nome

As vinhas velhas são castas mistas — field blends. Em cada socalco convivem dezenas de castas autóctones, vindimadas e fermentadas em conjunto. Algumas conhecemos: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Tinta Barroca. Outras perderam o nome com o tempo.

  • Touriga Nacional
  • Tinta Roriz
  • Tinto Cão
  • Touriga Franca
  • Tinta Barroca
  • Rabigato
  • Viosinho
  • Gouveio
Socalcos do Douro

Cada garrafa é um retrato destas cepas.